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DE ROMA À CIDADE NATAL, EM 1955.
"Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque". Salmo 110:4

Pau dos Ferros, sua cidade natal, viveu momentos de festa e alegria devido ao retorno do seu filho amado, para que participasse da celebração da primeira missa de Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas, na matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Os caminhos do sacerdócio de Pe. Sátiro são traçados de luta pela fé, dedicação e consciência de que a vida sacerdotal é o seguimento dos ensinos de Cristo, registrado em Gênesis 14:18, que Melquisedeque era rei de Salém e fora consagrado sacerdote do Deus Altíssimo e, ainda, no Salmo 110:4, diz que o sacerdócio é para sempre, segundo a ordem de Melquesedec.

As lembranças de seu amigo Monsenhor Américo sobre a ordenação de Pe. Sátiro são resumidas na seguinte epígrafe: "Somente adultos e feitos padres pela ordem de Melquisedeque" registrada em o Editorial do jornal Diocesano Informa do Colégio Diocesano Santa Luzia, quando comentava sobre os 50 anos de vida sacerdotal do Pe. Sátiro. Logo o sacerdócio advindo de Deus, tem poder de vida indissolúvel, portanto a vida sacerdotal de Pe. Sátiro é seguida de luta pelo bem estar da sua comunidade riograndense, dedicada às atividades ministeriais e pastorais desde que foi Cooperador da Paróquia de Areia Branca e no âmbito da Diocese de Mossoró, foi Assistente Eclesiástico junto a Juventude Estudantil Católica (JEC) e Juventude Operária Católica (JOC), ainda atua como Capelão da Igreja de São Vicente, também exerceu o cargo de Vigário Substituto e Pároco da Paróquia de São Manoel, foi Defensor do Vínculo na Câmara Eclesiástica, Consultor da Fundação Diocese de Santa Luzia e Assistente Espiritual e Fundador da Congregação das Filhas de Santa Clara, foi Vigário Substituto em Dix-Sept-Rosado. Foi Assistente Espiritual da Conferência Vicentina, exerceu a atividade de Consultor do Conselho Administrativo da Diocese e da Fundação Diocesana Santa Luzia.

25 ANOS DE VIDA SACERDOTAL
Início de obra de assistência aos necessitados

A construção do Mosteiro Fraternidade São Francisco, pautada no sacrifício e força de vontade foram os caminhos traçados por Pe. Sátiro para festejar seus 25 anos de sacerdócio.

Conta Pe. Sátiro que quando seminarista, após o curso de filosofia, o Sr. Bispo Diocesano de Mossoró, D. João Batista Portocarrero Costa mandou-o cursar Teologia em Roma, lá ficou hospedado no Colégio Pio Brasileiro, estudando na Universidade Gregoriana, onde o Bispo havia estudado. Segundo Pe. Sátiro o Bispo recomendara que entrasse em contato com o Mosteiro das Carmelitas: "Falou-me que entrasse em contato com uma irmãzinha do Mosteiro das Carmelitas, o que fiz realmente, sendo minha primeira experiência com a vida contemplativa, visitando-a mensalmente nos cinco anos de Roma. Era uma espécie de amizade espiritual, ao ponto de ter celebrado minha segunda missa no Carmelho. Informei-me também sobre a vida dos monges trapistas".

Continua Pe. Sátiro declarando que ao completar 25 anos de sacerdote, evitou toda comemoração, dando início a uma obra de assistência aos necessitados na periferia de Mossoró, Forquilha, hoje Fundação Sócio Educativa do Rio Grande do Norte, mantenedora de várias unidades e responsável pela construção do Mosteiro Fraternidade São Francisco de Assis, nome Fraternidade devido ao espírito reinante no trabalho pastoral realizado na Gruta de Santa Clara, protetora da Instituição, São Francisco, é óbvio, nome escolhido pelas monjas do Mosteiro Santa Clara de Campina Grande que virão habitar o novo Mosteiro, com assistência da Congregação das Filhas de Santa Clara, obra criada para apoio à manutenção de Santa Clara de Assis.

Reportagem sobre a conclusão do sonho da realização do Mosteiro

Discurso de Inauguração do Mosteiro Fraternidade São Francico de Assis por Pe. Sátiro

Com a pastoral da Gruta, cada vez mais a devoção à Santa se solidificou na população da cidade.

Com a abertura do Mosteiro, a presença da vocação contemplativa será uma grande bênção para a Diocese de Santa Luzia de Mossoró, finalizou Pe. Sátiro e registra a data 28.05.99.

As monjas do Mosteiro de Santa Clara de Campina Grande juntamente com a Congregação das Filhas de Santa Clara vêm, portanto continuar a missão de São Francisco de Assis promovendo a fraternidade entre as famílias mossoroenses, acolhendo-as, confortando-as, orientando casais para perfeita harmonia familiar na cidade.

50 ANOS DE VIDA SACERDOTAL

Monsenhor Américo homenageia Pe. Sátiro

Mons. Américo Simonetti homenageia o amigo através do Editorial do "Diocesano Informa" e declara que " Uma biografia já escrita na história do clero da Diocese e da própria cidade de Mossoró. Uma personalidade já registrada, por muitos dos nossos escritores para permanecer na história e na memória da sua, e das próximas gerações.

Pe. Sátiro é pauferrense de nascimento e mossoroense por adoção. Sacerdote, professor e advogado, amplamente conhecido em Mossoró e região, e, na linguagem de Damião Sabino, "possui larga folha de serviços prestados à nossa terra, notadamente nos setores religioso e educacional". A seu respeito, uma biografia bem mais completa será apresentada ao público, em breve, através da obra do professor Josafá Inácio da Costa que estará lançando a história do Seminário Santa Terezinha e conseqüentemente de Pe. Sátiro, que também é fruto daquele centro de formação sacerdotal como tantos outros sacerdotes desta Diocese.

Não quero fazer uma biografia de Sátiro descrevendo apenas os cargos ocupados nas diversas instituições de Mossoró como na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte ou no Colégio Diocesano ou ainda na FUNSERN. Também não quero destacar apenas os seus feitos como padre ou como professor, ou como cidadão. Uma vez que escrevo este editorial sobre Sátiro, quero fazê-lo como irmão. Conheço Sátiro desde o tempo em que nos encontramos jovens, no Seminário. Revendo há poucos dias fotografia do ano de 1946, reencontrei-me com uma época que já vai longe. Lá estávamos, Sátiro, Zé do Vale, Osvaldo, Flávio Jerônimo, e este que ora escreve, entre tantos outros seminaristas que ali pousavam, olhando com os olhos da fé, o futuro que estava por vir e que todos desconhecíamos. Futuro que virou passado, e hoje, história.

Para concluir o Seminário Menor iniciado aqui em Mossoró, Sátiro seguiu para Fortaleza. Fez o Curso de Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo no Rio Grande do Sul. Em Roma, licenciou-se em Teologia. Este foi um tempo em que nos distanciamos uma vez que fiquei em São Leopoldo para cursar Teologia enquanto ele seguiu para o Seminário Pio Brasileiro em Roma.

Somente adultos e feitos padres "pela ordem de Melquisedeque" (epígrafe usual nas nossas lembranças de ordenação sacerdotal), nos encontramos anos depois, aqui na Diocese onde vivemos a maior parte dos nossos dias tentando testemunhar o Evangelho de Cristo pelo sacerdócio que abraçamos.

Os cargos e funções assumidas por Sátiro, creio eu, foram apenas meio de prestar serviço ao povo de Deus neste recanto do Nordeste, do Rio Grande do Norte e da Diocese de Mossoró. Conheço Sátiro, como disse, e com ele tenho discutido muitos dos nossos planos e ações. Muitas foram as horas de reflexão conjunta em busca de saídas para o trabalho que desenvolvemos com os quais nos deparamos. Sei da simplicidade de Sátiro, da sua humildade, da sua maneira de falar e ouvir a cada um de nós seus companheiros de sacerdócio.

Dizer que Sátiro na sua vida sacerdotal desempenhou importantes cargos diocesanos, é certamente repetir o que já está dito e registrado por outros competentes historiadores. Igualmente falar do seu currículo como educador pode ser repetitivo. Como todos que o conhecem sabem, Sátiro tem se dedicado intensamente ao setor educacional de nossa cidade assim como tem desempenhado suas funções de sacerdote ao assumir uma paróquia ou auxiliando aos padres e aos Bispos que com ele têm convivido.
Ao encerrar estas linhas que certamente pouco dizem sobre o Padre Sátiro quero fazer alguns destaques. É o meu jeito de falar como irmão.

  • Sátiro está fazendo agora 50 anos de Padre dedicados inteirinhos à Diocese de Santa Luzia. Aqui faço minha mais sincera homenagem a Sátiro.
  • A Igreja celebra o Ano do Padre e já foi dito que: "o padre é aquele que medita os fatos, os sinais, as palavras, a realidade de sua vida, de sua Paróquia ou Diocese com o seu coração, procurando descobrir em tudo a palavra de Deus para encarná-la a seus irmãos", (Pe. J. M. Filho - 2003). Este pode ser o retrato mais fiel de Sátiro.
  • Faço minhas, as palavras de Damião Sabino (1995): "vá em frente "careca" amigo! Certamente o casal João Fernandes e Erondina Cavalcanti Dantas (agora no céu) está realizado em ter um filho como você".
  • Agora são as próprias palavras de Sátiro através de um provérbio latino que ele já internalizou. Escrevo estas coisas por que: "verba volant, scripta manent".Ou seja, As palavras voam, os escritos permanecem. (provérbio Latino)

E por fim, coragem é tudo o que de melhor posso desejar-lhe! (sic.)
Mossoró, 01 de dezembro de 2004

Referências
1. DANTAS, Sátiro Cavalcanti (pe.) Os bastidores de uma luta. Mossoró;1990.
2. SILVA, Damião Sabino. Educandários da zona urbana de Mossoró: patronos.Mossoró,1984.

Os caminhos de vida sacerdotal de Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas, durante esses cinqüenta anos, foram percorridos de luta pelos direitos humanos, seguidos de bem-estar da espiritualidade emanada de Deus, portanto estão simbolizados pela cruz, que representa o corpo de Cristo com braços abertos para o trabalho árduo sacerdotal, construindo na paz, e que recebe a LUZ DIVINA, representado pela lâmpada, símbolo da inteligência, da iluminação do Espírito, da Mente e do intelecto. A lâmpada cujas referências faz Santo Agostinho às Vestais, para que mantenham as Lâmpadas acessas são símbolo de ardente desejo de espiritualidade da alma humana, essa chama também representa o desejo de espiritualidade que jamais se apaga na alma humana de Pe. Sátiro (Símbolo dos 50 anos de vida sacerdotal de Pe. Sátiro C. Dantas, análise feita pela profª Mª das Graças Marinho de Oliveira).

MENSAGEM DA PASTORAL DA GRUTTA
Ao Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas, ordenado no dia 8 de dezembro de 1954.

Talvez não saibas quão grande é o privilégio de tê-lo como espelho e estímulo para executar nossas ações religiosas. Pelo decorrer dos anos desde que o relógio do tempo começou a registrar os primeiros passos do menino de infância humilde, mas que se transformara num grande homem de Deus, no qual colocava as necessidades dos outros na frente de suas próprias realizações traçando assim o perfil humano de um filho pródigo, obediente, simples, vitorioso, sonhador e admirável. Atendeu o chamado de uma vocação e nesses 50 anos de caminhada sacerdotal semeou a paz, a união, a confiança e o amor entre as pessoas. Somos frutos dessa trajetória de vida dedicada à oração e a solidariedade dos filhos de Deus.

O tempo lhe trouxe a experiência e a nós a gratidão de fazermos parte dessa história extraordinária de ensinamentos e aprendizados.

Esta é a singela mensagem de todos aqueles que compõem a PASTORAL DA GRUTTA, ao senhor das ações, legenda viva em nosso pensamento e imortalizada em nosso coração.
Referência: Fontes Clarianas, Ano II - Nº 14 - Dezembro de 2004, p.3

 
     
 
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